quinta-feira, junho 30, 2016

Não é uma simples quadra poliesportiva

A prefeitura de Conquista informa que está construindo
uma quadra que não existe no Pradoso
Por Ivan Cordeiro

Ontem foi uma barragem, hoje é uma quadra poliesportiva, amanhã pode ser um hospital, uma creche, uma escola. A vida não pode ser uma continuidade efêmera. Os traços da não-humanidade estão em todos os cantos, as pessoas não querem apenas uma mera existência, elas buscam por dignidade. Nada mais compreensível do que respeitar o ser humano em suas necessidades.

O ser humano extrapola os limites de sua própria realidade. O que significa as necessidades básicas de uma pessoa diante da complexidade da vida humana? A tensão existe em todo momento. Não é simplesmente beber, comer e se vestir. É muito mais do que isso. É reverência. É não negociar a necessidade do outro. É não manipular o desprovido. A promessa não provoca mais ou menos compromisso. A promessa provoca revolta.

As pessoas estão cansadas de serem enganadas. Na fila do hospital, no posto de saúde, na espera do ponto de ônibus. Existe um caminho em que o dinheiro é desviado, em que os políticos são corrompidos. Tem gente que vive em caminhos estreitos, se perdendo de si mesmo e roubando do outro, o sonho, a esperança, e a fé.

A expectativa da lista de espera da casa que nunca chega, do asfalto que nunca vem, da água que nunca cai na torneira, da luz que sempre permaneceu apagada na escuridão da noite. A vida teima em se repetir numa continuidade efêmera. Todavia, é preciso continuar acreditando em dias melhores, mesmo quando todos os prognósticos parecem desfavoráveis. 
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quarta-feira, junho 29, 2016

Uma cidade para todos


Por Ivan Cordeiro

Precisamos construir uma cidade mais inclusiva. Pensar em cidade inclusiva é pensar na cidade como lugar de encontro. A cidade pode ser este lugar.  Nesse sentido, o gestor público deve trabalhar para tornar viável a vida na cidade. Não podemos parar diante do crescimento acelerado da população e dos diversos problemas que este crescimento ocasiona para a cidade.

Vitória da Conquista é uma cidade bonita e aconchegante, todavia, devemos garantir uma sustentabilidade social. O espaço urbano deve ser convidativo, confortável e seguro. O medo da violência não pode aprisionar as pessoas dentro de suas casas. A cidade precisa ser atrativa de maneira plena, desde o terminal de ônibus até o mercado municipal, passando pela biblioteca e praças.

Uma cidade para todos é possível, não pode faltar respeito entre as pessoas e um profundo entusiasmo pela vida. A cidade como lugar de encontro é a forma mais adequada para a redução do preconceito. Pessoas convivendo no mesmo espaço público podem construir relacionamentos saudáveis e respeitosos. 
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A Conquista da propaganda


A prefeitura de Vitória da Conquista apelou para o marketing e fez um vídeo para mostrar uma cidade que não existe na realidade. Nós queremos sim uma cidade dinâmica, desenvolvida, que tenha água nas torneiras, que tenha segurança para todos, mas, não podemos viver na propaganda do PT. Queremos uma cidade real e melhor para todos. 

Com trabalho, dedicação, a gente constrói uma cidade melhor para se viver. A prefeitura deveria trabalhar mais e fazer menos propaganda, pois, o trabalho realizado já é por si só a maior divulgação que um prefeito pode ter ao seu favor. 

terça-feira, junho 28, 2016

Um novo tempo para a política

Por Ivan Cordeiro

"Sonho com uma política a ser feita por aqueles que nada desejam ganhar, a não ser a alegria de contribuir para diminuir o sofrimento do povo". (Rubem Alves)
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Toda essa crise política que o Brasil está vivenciando deveria servir para causar uma 'parada obrigatória' com a finalidade de repensarmos o país, repensarmos o modelo político que queremos. Não podemos continuar reféns de uma corrupção avassaladora. Não podemos aceitar a corrupção como detentora dos destinos da nação.

Rubem Alves também escreve que a "esperança da política virá dos que não são políticos profissionais". É preciso encarar a política como vocação. A política é um serviço nobre, é uma ferramenta pela qual a gente muda a vida de muitas pessoas. Quem enxerga a política como profissão só quer ganhar dinheiro e privilégios.

Chegou a hora de fazermos política com uma nova mentalidade e com novos atores. Até porque, não se coloca vinho novo em odres velhos.
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terça-feira, junho 21, 2016

A vida é feita de recipro-cidade

Por Ivan Cordeiro

Cultivar bons relacionamentos e estabelecer vínculos de confiança são ingredientes essenciais para uma vida saudável. Quem se tranca em seu próprio mundo dificilmente encontrará afeto quando precisar. A vida é feita de recipro-cidade. A lógica é simples, quem cuida, também é cuidado. A cidade também é o lugar da retribuição, da troca de afetos. 

Aquele velho ditado, “não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você”, continua valendo. A gente deveria se preocupar em construir mais laços afetivos, em potencializar o que o outro tem de bom. A vida assim é mais leve e melhor para se viver. 

Câmara de Vereadores vai discutir a falta de água em Conquista


Amanhã (22), na Câmara Municipal, acontecerá uma sessão especial para discutir a crise hídrica que vem atingindo o Município de Vitória da Conquista. A falta de chuva, mais a falta de gestão, têm contribuído para a maior crise no abastecimento de água em Conquista. A população, além de economizar água, deve cobrar do poder público uma nova barragem para a nossa cidade. 
O site da Câmara informa que "desde o dia 23 de maio, os conquistenses tiveram que voltar a conviver com o racionamento de água. Agora, de acordo com calendário definido pela Embasa, a água chega nas residências três dias sim, três dias não. Além do consumo reduzido de água, outro reflexo da seca está na produção agrícola. A diminuição das chuvas na última temporada também provocou mudanças no ritmo da produção irrigada".
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segunda-feira, junho 20, 2016


Vitória da Conquista deverá priorizar investimentos para a realização de obras estruturantes na área de mobilidade urbana. A cidade cresce rapidamente e questões relacionadas ao transporte coletivo, trânsito e infraestrutura, devem ser planejadas de maneira integral. Para um maior desenvolvimento, Conquista precisa considerar o plano municipal de mobilidade urbana com a participação de técnicos competentes e setores da sociedade organizada. 

Desde abril de 2015, mais de 3.000 municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes, precisam ter planos de mobilidade urbana para receber investimentos do governo federal voltados a projetos no setor. As cidades que não elaborarem os planos, terão como penalidade a falta de recursos financeiros para investir em mobilidade urbana. A participação social é fundamental para o estabelecimento da Lei de Mobilidade Urbana, Lei 12.587/2012.
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domingo, junho 19, 2016

O fim justifica os meios?

A triste realidade dos políticos brasileiros nos leva a pensar sobre o velho tema da relação entre moral e política. Separei esse pequeno trecho do livro Teoria Geral da Política, de Norberto Bobbio, para refletirmos um pouco sobre a questão. 

"Em uma moral rigorista como a moral kantiana, em geral em uma moral do dever, a consideração de um fim externo à ação não é apenas imprópria, mas também impossível, porque a ação para ser moral não deve ter outro fim além do cumprimento do dever, que é exatamente o fim intrínseco à ação mesma". (Norberto Bobbio, p.194)

Ao pensarmos que o fim justifica os meios, continuaremos reproduzindo esse cenário de terror que é a política nacional. É preciso considerar o cumprimento do dever de cada ação. 
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sexta-feira, junho 17, 2016

"A maioria dos indivíduos de nossa sociedade se beneficia de alguma meia-entrada", afirma o economista Marcos Lisboa


O acesso ao ensino superior público gratuito acaba beneficiando a elite que estudou nas melhores escolas privadas. Não seria mais justo que os mais ricos pagassem na universidade pública ao menos a mesma mensalidade que pagaram no ensino médio? Os mais pobres, que cursaram a escola pública, nada pagariam. E as mensalidades pagas pelos mais ricos poderiam auxiliar a moradia e os custos de manutenção dos mais pobres. Da mesma forma, é justo os mais ricos terem acesso gratuitamente a tratamentos de elevada complexidade no SUS?
A lista é longa. A maioria dos indivíduos de nossa sociedade se beneficia de alguma meia-entrada. Todos, porém, pagam a conta dos privilégios e benefícios concedidos aos grupos selecionados. O resultado é a imensa complexidade institucional, resultado das múltiplas regras para garantir o tratamento diferenciado aos grupos selecionados.
Essa complexidade e suas diversas distorções geram custos difusos para toda a sociedade, o custo Brasil, nome genérico para a dificuldade adicional de produzir e trabalhar no país. O custo que torna todos nós mais pobres. Infelizmente, as famílias sem representação organizada, em geral as mais pobres, sofrem ainda mais os custos de um país excessivamente sensível aos grupos de interesse.
A sociedade está refém de uma armadilha em que essas meias-entradas convivem e resultam em situação insustentável para as contas públicas. Nossa economia caminha célere de volta ao passado inflacionário. E esse passado é pior do que a alternativa, que seria uma negociação em que as meias-entradas fossem desfeitas ou renegociadas em bloco, para benefício da maioria. Estamos diante, portanto, de um complexo e conhecido problema de ação social.
Marcos Lisboa, economista e presidente da Instituição de Ensino Superior e Pesquisa Insper.
Leia o artigo completo: http://migre.me/u87rM
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quinta-feira, junho 16, 2016

"Não é fácil ser otimista. O sistema político está em muito mau estado", afirma João Martins


Não é fácil ser otimista. O sistema político está em muito mau estado. Conseguimos a proeza de ter mais de 30 partidos, quase totalmente indiferenciados e com os quais o Poder Executivo tem de se articular em termos pragmáticos, já que não há questões de princípios em jogo. Construir uma pauta unificadora e negociar em questões exclusivamente de mérito é cada vez mais raro e difícil.
Nossa democracia, apesar de vibrante e autêntica, em virtude dos defeitos do sistema eleitoral, não tem produzido líderes capazes de agregar e formular agendas transformadoras, com amplo apoio popular. O sistema político acaba funcionando por impulsos, respondendo apenas a emergências, sem condições de resistir a pressões corporativistas e de interesses mais bem organizados.
João Martins da Silva Júnior é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
Acesse o texto completo http://migre.me/u7QcX

Constrangido, o prefeito se cala; a incompetência fala mais alto

Ivan Cordeiro
O prefeito de Vitória da Conquista, que costuma falar baixo, em promessa na campanha de 2012, afirmou em alto e bom som que a presidente Dilma havia autorizado mais de R$ 140 milhões para investimento na Barragem do Rio Catolé. A promessa não virou realidade, como muitas outras do desgoverno petista. Agora, constrangido e silenciado, Guilherme vai deixar a prefeitura levando para casa a marca do insucesso de não ter construído a barragem que Conquista tanto precisa. Se tivesse construído, seria a maior e mais importante obra do seu governo. Mas 20 anos no poder e o apoio dos governos estadual e federal não foram suficientes.

quarta-feira, junho 15, 2016

Primeira juíza negra do Brasil é nomeada para a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial

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Primeira juíza negra do Brasil, Luislinda Dias de Valois Santos foi nomeada titular da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB). A nomeação da presidente do Tucanafro na Bahia, que também é integrante da Executiva Nacional do partido, foi publicada na edição desta segunda-feira (13) do Diário Oficial da União (DOU).

A Desembargadora aposentada é reconhecida por lutar contra o preconceito racial e também por ter sido a primeira juíza a proferir uma sentença contra o racismo no país, em 1993. Luislinda disse que vai assumir o cargo com o principal objetivo de incluir o negro em todas as esferas de poder do país. “Encaro com muita responsabilidade assumir essa Secretaria, que tem a obrigação de realmente incluir o negro nos espaços de poder, que é uma coisa que venho lutando há muitos anos, não é de agora, além de melhorar a aceitabilidade das religiões de matrizes africanas. Recebo essa incumbência, esta responsabilidade, agora com muita lealdade, honestidade, porque não abro mão desses dois itens. Quem me conhece, já sabe que meu lema é esse”, afirmou.

Com informações do site www.psdb.org.br

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Temos o direito de nos defender?

Os brasileiros não sabem o que é melhor para eles e é preciso que Brasília ensine o caminho da civilidade. Como somos brutamontes, não podemos ter o direito inalienável de autodefesa. É o Estado-babá se intrometendo em todas as esferas da vida.

É bom relembrar o economista Thomas Sowell: "Parece que estamos cada vez mais perto de uma situação na qual ninguém mais é responsável pelo que faz, mas todos somos responsáveis pelo que os outros fazem".

Essa visão ideológica contrária ao porte de armas transformou o Brasil em um dos países mais violentos do mundo, com cerca de 60 mil pessoas assassinadas por ano. O país também abriga 11 das 30 cidades mais violentas do planeta, segundo relatório da ONU. A possibilidade de autodefesa inibe a violência.

O Estado não deve proibir ninguém de fazer algo, a não ser que isso limite a liberdade de outra pessoa. O porte de arma não limita a liberdade de ninguém.

Costumes, tradições, valores morais e regras de etiqueta -e não leis e regulações estatais- são o que fazem uma sociedade ser civilizada. Restrições sobre o comércio de armas não deixarão o país mais civilizado.

ANTONIO CABRERA, 55, é empresário rural. Foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária de 1990 a 1992 (governo Collor)

Acesse o texto completo aqui: http://migre.me/u6UIc
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